Primeiro que tudo na vida pode nos influenciar, mas temos que ter bom senso para estas questões.
Outra, a novela não é em sua totalidade fantasiosa, ela é uma obra que é baseada na vida real, o principal objetivo é entreter? Sim, porém a novela também está ali para prestar serviços públicos, como: campanhas, debates sobre temas atuais, quebrar tabus, e também fazer a sociedade refletir sobre a realidade.
Se pensarmos, não gostaríamos de ver nossa realidade estampada todas as noites, revê o que vivemos, sofrer o que sofremos. Talvez seja por isso tão necessária a idealização de um vilão, contudo ainda mais a redenção. Isso tem mudado o script das novelas, já não reconheço “Bias Falcão”, “Nazarés Tedesco”, vejo novos símbolos como “Felix”, “Carminhas”. Vilões mais amados que mocinhos. (Confesso que sempre acho os vilões mais interessantes, mocinhos tem que ter cuidado para não ser muito doces).
Vejo uma sociedade nem um pouco preparada para visualizar sua realidade, porque quanto mais real, menos ibope, uma sociedade que buga o sistema por não deixar as representações necessárias serem mostradas. Tudo bem, vamos logo ao assunto preferido: o beijo gay.
O tão esperado beijo (selinho demorado) gay. Foi bonitinho, boa recepção, mas qual motivo de tanto fuzuê? Nem foi um beijo. Por anos crianças são expostas da verem cenas de sexo quase explícito por atores globais, e o cara que é homossexual na novela tem que cumprimentar seu parceiro com um abraço? Eu acho ridículo. Isso nos mostra uma sociedade extremamente preconceituosa. E pior, quando uma segunda novela resolve ter sua cota gay, gera-se um novo debate sobre a possibilidade de beijo gay ou não. Qual é? Pra mim, o problema não está na representação do beijo, está no enredo complicado que o autor gerou em cima disso tudo, me incomoda mais ela ser casada, ser feliz com o marido, ter um filho, o marido está doente, ela ficar numa puta indecisão do que ela chegar lá é dar um beijo qualquer que será mais um entre tantos.
Tema beijo gay, encerrado.
Falando agora, especificamente de Manoel Carlos, ele gosta de colocar umas picuinhas entre mães e filhas e claro, um bofe baphonico no meio delas. Muita gente está criticando o fato que a Luiza irá se envolver com o Laerte. O que eu tenho a dizer é: sociedade hipócrita. Se você homem de família, defensor dos bons costumes fosse Laerte iria pegar a filha, e ainda por cima ainda investiria na mae.
Você, moça defensora das mães oprimidas, se tivesse a chance de estar no lugar da luiza, ficaria sim com Laerte. O povo pensa de fora da situação, quando deveriam pensar como se fossem a pessoa.
Quantas meninas não namoram caras que a mãe, a família acha horrível e não estão nem ai? Isso as fazem melhor que Luiza? Nenhum pouco.
Quantos caras se sentem dono das namoradas, as humilham? Depois de uma amadurecimento mudam. Sim, eu estou falando com você.
O problema ai, é ver qual destino de personalidade que o autor vai dar aos personagens, como eles vão agir, quais problemas vão enfrentar.
Os temas de novelas servem para termos uma visão de nós, de nos vermos de fora, mesmo estando dentro. Não é pensar na vida como uma suposição, é pensar nela como uma realidade continua e necessária de um ponto de vista crítico e bastante refletido, não só emocional.
Aos que criticam as novelas, assistam ao cenário político do país, talvez algum dia possamos ver as mudanças que vocês tanto lutam nas novelas. :*
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