Hoje uma Claudia foi arrastada, ontem uma jovem universitária foi esquartejada, amanha certamente outra tragédia acontecerá, a indignação vem até que outra ocupe o seu lugar e assim vamos vivendo.
Já dizia Augusto dos Anjos:
“… O homem, que, nesta terra miserável, mora, entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera …”
Então, acostuma-te a lama que te espera. Um discurso um tanto pessimista, porém nunca tão realístico, nos acostumamos e hoje nos banhamos com os porcos, tomamos vinho com Dionisio e
Saudamos a Deus todo poderoso.
Blasfêmia minha falar assim?
Julgada ser guerra ideológica, a guerra fria nos salvou de um comunismo eterno ou nos prendeu eternamente ao capitalismo?
O que nos interessa é o que somos, e que temos sim a capacidade de mudar nossa realidade, deixamos de ser estática e pensar numa cultura antropológica para nos questionarmos quais mudanças devem ser feitas para que Claudias, Isabelas, Joaos, Pedros, dentre outros não sofram as consequências de nossa omissão.
Que aceitemos de vez nossa culpa, nós escolhemos o sistema, nós somos liderados por ele, não lutamos contra seus efeitos, e não por questão de sobrevivência, mas por questões de moral, possamos transformar vidas, e consequentemente pudermos deitar nossas cabeças nos travesseiros e dormimos sabemos que fizemos de tudo por um mundo melhor.
Seguimos o que de mais sagrado que temos, nossa capacidade de ser humano, de escolher ser bom, de escolher respeitar, honrar princípios.
Por quê se viver é seguir o sistema, o beijo, amigo, é a véspera do escarro!
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